30 May 2008
Roubo in Rio
Surpreendida pela dita crise financeira do país que dá lucro às barraquinhas de unhas de gel e às organizações de festivais por um mundo melhor, e ainda desamparada pelos ditos amigos na altura de aflição por conseguir um - unzinho! - bilhete para o Rock in Rio, conheço quem tenha dado 125 aereos só para ouvir a Amy e ver o Lenny. Se a mulher se drunfa toda antes do concerto e me quina as expectativas, vai haver uma histérica no recinto a exigir o (muito) dinheiro de volta.
Um manual pessoal anti-road rage
Estava a tentar fugir à tentação de contar algo curioso que me aconteceu no trânsito hoje para não banalizar neste blogue as situações de road rage, que têm sempre um encanto tão especial para quem as vive. A verdade é que não há nada mais violentamente patético que alguém a contar a sua própria situação de trânsito do dia, como eu faço todos os dias.
Com essa consciência, tento combater a tendência inicial, enquanto vivo a situação.
Imagino-me visto do lugar do passageiro do outro carro: com o vidro fechado, a berrar em silêncio com os olhos raiados de sangue e as sobrancelhas franzidas como um gorila não dominante a ser levado do parque numa jaula pequena num Nissan Patrol.
Quando não funciona (nunca funciona, é tudo muito rápido), imagino-me visto do lugar do passageiro do meu carro: igual mas com dobragem em português vernacular, acima do limite estabelecido por lei. Imagino um conhecido a quem dei boleia a ficar assustado ou uma namorada farta dos meus ataques de rinocerôncia.
Como último recurso imagino-me uma pessoa famosa e como as pessoas famosas ficam mal quando mostram que são terrenas e se irritam em público, e perdem a razão e estalam o verniz. Um Brad Pitt, não, um João Pedro Pais alterado.
Raramente alguma destas coisas funciona.
Acabo por seguir irritado depois de berrar e buzinar a uma velhinha com putos atrás. Chego ao atelier e invariavelmente as palavras são mais fortes que a minha garganta, e contam a história ao Vasco ou ao António, é incrível a minha figura, histórias sem interesse nenhum "a velha não fez pisca, tás a ver?!" e no fim sinto-me mal, no fim sinto-me mesquinho e frustrado.
No fim, invariavelmente, para me sentir melhor, não sei porquê, acabo sempre por contar a vez em que um tipo enorme sem dentes saiu do carro e me queria bater, ameaçando abrir a porta do meu carro, violentamente, a dizer que me matava, enquanto eu, superior à mediocridade da estrada, fiquei dentro do carro, à espera ansiosamente que o semáforo abrisse ou que ele se cansasse antes de partir o vidro. Não costumo contar que tranquei as portas assim que o vi pelo retrovisor a sair do carro, não vale a pena humilhar-me por pormenores.
Com essa consciência, tento combater a tendência inicial, enquanto vivo a situação.
Imagino-me visto do lugar do passageiro do outro carro: com o vidro fechado, a berrar em silêncio com os olhos raiados de sangue e as sobrancelhas franzidas como um gorila não dominante a ser levado do parque numa jaula pequena num Nissan Patrol.
Quando não funciona (nunca funciona, é tudo muito rápido), imagino-me visto do lugar do passageiro do meu carro: igual mas com dobragem em português vernacular, acima do limite estabelecido por lei. Imagino um conhecido a quem dei boleia a ficar assustado ou uma namorada farta dos meus ataques de rinocerôncia.
Como último recurso imagino-me uma pessoa famosa e como as pessoas famosas ficam mal quando mostram que são terrenas e se irritam em público, e perdem a razão e estalam o verniz. Um Brad Pitt, não, um João Pedro Pais alterado.
Raramente alguma destas coisas funciona.
Acabo por seguir irritado depois de berrar e buzinar a uma velhinha com putos atrás. Chego ao atelier e invariavelmente as palavras são mais fortes que a minha garganta, e contam a história ao Vasco ou ao António, é incrível a minha figura, histórias sem interesse nenhum "a velha não fez pisca, tás a ver?!" e no fim sinto-me mal, no fim sinto-me mesquinho e frustrado.
No fim, invariavelmente, para me sentir melhor, não sei porquê, acabo sempre por contar a vez em que um tipo enorme sem dentes saiu do carro e me queria bater, ameaçando abrir a porta do meu carro, violentamente, a dizer que me matava, enquanto eu, superior à mediocridade da estrada, fiquei dentro do carro, à espera ansiosamente que o semáforo abrisse ou que ele se cansasse antes de partir o vidro. Não costumo contar que tranquei as portas assim que o vi pelo retrovisor a sair do carro, não vale a pena humilhar-me por pormenores.
29 May 2008
Capacitemo-nos, pois então
Quem disse que andar de autocarro em Lisboa é um inferno? É super divertido! O cheiro a sovaco logo pela manhãzinha. Os velhos em pé e os miúdos sentados. Os cabelos oleosos. As peles com um ar acinzentado. As caras de enterro. A senhora ao meu lado a conversar com o colega: “Temos que nos capacitar que isto não vai melhorar!”
O diálogo – hmmm, monólogo – com o motorista da Carris, logo à entrada:
- Bom dia!
- …
- Queria um bilhete, por favor.
- … (atira com o bilhete e arranja os trocos)
- Obrigada!
- … (olha em frente e carrega no acelerador)
Apeteceu-me aproximar-me daquela orelha felpuda e gritar-lhe fininho:
- Dasssss!
O diálogo – hmmm, monólogo – com o motorista da Carris, logo à entrada:
- Bom dia!
- …
- Queria um bilhete, por favor.
- … (atira com o bilhete e arranja os trocos)
- Obrigada!
- … (olha em frente e carrega no acelerador)
Apeteceu-me aproximar-me daquela orelha felpuda e gritar-lhe fininho:
- Dasssss!
27 May 2008
xôr inginhêiro
Aqueles senhores amorosos e fofinhos, conhecidos pelos seus altos níveis de tolerância e inteligência, e que por acaso acontece que até são as pessoas que decidem quem é que fica aprovado no exame de condução e quem não está apto a conduzir na selva que são as estradas portuguesas, mas perguntava eu, esses senhores são conhecidos por Engenheiros por alma de quem? Serão formados em Engenharia do Pneu Recauchutado pelo Instituto Politécnico de Santa Maria dos Carapelhos?
Extreme surround 3D movie!
Fui com a Tadita ver o Indiana Jones.
Gostámos muito das novas salas das Amoreiras, onde a acção não se passa apenas no ecrã mas em todo o lado! Muito bom!
Parece mesmo que temos sentados ao nosso lado actores e figurantes que participam no filme. O filme todo é acção e porrada, e estas pessoas (devem ser funcionários do cinema) saltam, conversam, dão gritinhos e risadinhas com uma tal dedicação que só são mesmo ultrapassadas por outras pessoas que fazem barulhinhos com os sacos de gomas e pacotalhaços de pipocas. Delicioso! Deve ser para que o som do filme seja mais "sujo", uma vez que retrata o ano de 1957, e todos sabemos que nessa altura ainda não existiam gravações com som límpido. Mais ou menos como o vinil.
Ah! Nunca iremos perder nada do filme, pois está sempre algum jovem preocupado em relatar o que passa. Uma maravilha!
Gostámos muito das novas salas das Amoreiras, onde a acção não se passa apenas no ecrã mas em todo o lado! Muito bom!
Parece mesmo que temos sentados ao nosso lado actores e figurantes que participam no filme. O filme todo é acção e porrada, e estas pessoas (devem ser funcionários do cinema) saltam, conversam, dão gritinhos e risadinhas com uma tal dedicação que só são mesmo ultrapassadas por outras pessoas que fazem barulhinhos com os sacos de gomas e pacotalhaços de pipocas. Delicioso! Deve ser para que o som do filme seja mais "sujo", uma vez que retrata o ano de 1957, e todos sabemos que nessa altura ainda não existiam gravações com som límpido. Mais ou menos como o vinil.
Ah! Nunca iremos perder nada do filme, pois está sempre algum jovem preocupado em relatar o que passa. Uma maravilha!
25 May 2008
Português + boss = cambada de animais
Depois de conspirar um conhéx com o Xolitos na esplanada de um cafézinho no Páteo da Bagatela entrei para pagar (o Xolitos nunca tem moedas: são para a Emel).
Triste cena.
A empregada, que é bastante simpática, educada e atenciosa, estava a ser maltratada (verbalmente) pelo boss do cafézinho, que chegou 3 minutos antes. Não sei o que a empregada fez e até pode ter sido algo grave, mas o que interessa é o facto do boss continuar a discutir com a senhora mesmo à frente da colega dela e de 3 clientes. Quaaaaaase gritava que "não sei quê" não era para fazer assim e que "não era para se repetir" e que "já estava farto" e que "parece impossível" e sei lá mais o quê. A empregada disse umas quantas vezes baixinho "Sr. João, já falamos sobre isso de manhã...", para ver se o homem se calava. Acabou com um "Bom, atenta lá os clientes." e saiu porta fora.
A senhora olhou para mim com um ar completamente infeliz e perguntou: "O Sr. ficou sem vontade de voltar, não? Eu não tenho vontade de voltar amanhã..."
O boss é um animal por tratar assim a empregada e ainda pior por fazê-lo em frente aos clientes e colegas. Mas prontos, pá! É o boss!
Triste cena.
A empregada, que é bastante simpática, educada e atenciosa, estava a ser maltratada (verbalmente) pelo boss do cafézinho, que chegou 3 minutos antes. Não sei o que a empregada fez e até pode ter sido algo grave, mas o que interessa é o facto do boss continuar a discutir com a senhora mesmo à frente da colega dela e de 3 clientes. Quaaaaaase gritava que "não sei quê" não era para fazer assim e que "não era para se repetir" e que "já estava farto" e que "parece impossível" e sei lá mais o quê. A empregada disse umas quantas vezes baixinho "Sr. João, já falamos sobre isso de manhã...", para ver se o homem se calava. Acabou com um "Bom, atenta lá os clientes." e saiu porta fora.
A senhora olhou para mim com um ar completamente infeliz e perguntou: "O Sr. ficou sem vontade de voltar, não? Eu não tenho vontade de voltar amanhã..."
O boss é um animal por tratar assim a empregada e ainda pior por fazê-lo em frente aos clientes e colegas. Mas prontos, pá! É o boss!
24 May 2008
"pena" de morte
Outro dia, ia eu a caminho da minha consulta no Centro de Saúde da R. Luz Soriano (um local que vai merecer alguns destaques neste blog...) quando a minha contagem habitual de baixas de pombos mutantes foi de súbito interrompida ao cruzar-me com duas criaturas com cerca de 60 anos que, fazendo exactamente o oposto do que é recomendado pela CMLisboa e a Junta de Freguesia da Encarnação e Sacramento, davam alimento aos pombinhos!
Jusqu´ ici tout va bien... ou melhor, mais ou menos, ou melhor, muito mal mesmo...!!!
Assim os pombinhos mutantes não tomam a pilula contraceptiva que a CML lhes põe na ração porque, reparem bem, quando chega a dita ração já estão de papinho cheio a fazer currrúúuuo, currrúúuo, em cima de um qualquer parapeito a reproduzirem-se que nem coelhos e a aliviarem-se para cima do meu carro que como não pode estar noutro sítio, está claro, está em baixo.
Esta bricadeira, dos pombinhos mutantes, entre muitos outros males, muito males mesmo que nem vou apontar, deixo para outro dia, vai buscar à minha carteira a módica quantia de 21 euros mensais em lavagens super especiais e super exfoliantes, quase decapantes, para remover da pintura do meu carro as toneladas do "cocó" dos pombinhos. Taditos, sempre tããããoooo fofinhos!
Eu, indignada com a situação e sempre pronta a ser a porta bandeira do civismo, estava prestes a dirigir umas palavras às Sras quando, em milésimos de segundo, pensei:
Deixa lá isso, são 9h00 da manhã, o melhor é poupares toda a tua energia para o centro de saúde que bem vais precisar.
Subitamente, num momento de telepatia ( juro que há alturas em que parece que a minha fúria é tal que os meus pensamentos viajam através de ondas cósmicas para dentro da cabeça das outras pessoas) uma das senhoras diz para a outra:
Eu... Deus me livre!
Deixar de dar o pão... Isso é que era bom!
Neste bairro, que morram todos menos os pombinhos!!!
Ok... pensei eu... sendo assim, é um Xanax para a mesa do canto, se faz favor.
Jusqu´ ici tout va bien... ou melhor, mais ou menos, ou melhor, muito mal mesmo...!!!
Assim os pombinhos mutantes não tomam a pilula contraceptiva que a CML lhes põe na ração porque, reparem bem, quando chega a dita ração já estão de papinho cheio a fazer currrúúuuo, currrúúuo, em cima de um qualquer parapeito a reproduzirem-se que nem coelhos e a aliviarem-se para cima do meu carro que como não pode estar noutro sítio, está claro, está em baixo.
Esta bricadeira, dos pombinhos mutantes, entre muitos outros males, muito males mesmo que nem vou apontar, deixo para outro dia, vai buscar à minha carteira a módica quantia de 21 euros mensais em lavagens super especiais e super exfoliantes, quase decapantes, para remover da pintura do meu carro as toneladas do "cocó" dos pombinhos. Taditos, sempre tããããoooo fofinhos!
Eu, indignada com a situação e sempre pronta a ser a porta bandeira do civismo, estava prestes a dirigir umas palavras às Sras quando, em milésimos de segundo, pensei:
Deixa lá isso, são 9h00 da manhã, o melhor é poupares toda a tua energia para o centro de saúde que bem vais precisar.
Subitamente, num momento de telepatia ( juro que há alturas em que parece que a minha fúria é tal que os meus pensamentos viajam através de ondas cósmicas para dentro da cabeça das outras pessoas) uma das senhoras diz para a outra:
Eu... Deus me livre!
Deixar de dar o pão... Isso é que era bom!
Neste bairro, que morram todos menos os pombinhos!!!
Ok... pensei eu... sendo assim, é um Xanax para a mesa do canto, se faz favor.
23 May 2008
Oh que bela brisa
Porque será que uma empresa como a Brisa – sempre numa situação financeira tão lamentável, taditos! – não consegue, pelo menos, manter as casas-de-banho das áreas de serviço apresentáveis? Eu já nem peço instalações magníficas, a reluzir de tanta limpeza e a cheirar a roupa acabada de sair da máquina de lavar, porque na verdade bastava-me uma casa-de-banho com sanitas desentupidas, chão que não estivesse coberto de lixo variado, papel higiénico à disposição e, já agora, se não fosse pedir muito, um bocadito de sabonete para lavar as mãos. É caso para dizer que são uma empresa que nem ao nível da merda conseguiram chegar. Estão abaixo disso.
(o que é que estará abaixo da merda?)
(o que é que estará abaixo da merda?)
21 May 2008
Cambada de animais revisited
Eles andam aí desde sempre! E, para variar, tem a ver com carros e afins.
Ora foi no ano de 1844 (exagero sempre um bocadinho. Na verdade, não me lembro em que ano foi, mas deve ter sido lá para 1992/3) que estava eu nos Olivais, no passeio em frente a casa de um amigo, o qual - animal - ainda não aceitou o convite para postar neste blog e aproxima-se um #]@€¶£§*+∂ no seu carro. Acho que era o master dos animais, porque a atitude foi tão absurda que não há explicação. #]@€¶£§*+∂ estaciona o seu carro encostado ao último da espinha, mesmo ao lado de uma paragem de autocarro, o mítico 21. Como não cabia muito bem e o carro não era um smart (nem existiam ainda, taditos!), resolveu parar meio em frente à paragem, meio em cima do passeio. Entenda-se meio carro, não meio passeio. Como eu estava pertinho da paragem tive que me desviar para o #]@€¶£§*+∂ estacionar. Quase me esmigalhou, bloqueou a passagem no passeio e meia paragem ficou tapada.
Chamei a atenção do #]@€¶£§*+∂ perguntando-lhe se ele achava que o carro tinha ficado bem estacionado ali. A resposta: "Vê lá se a polícia não te apanha quando tiveres a fumar charros!"
E prontos.
Ora foi no ano de 1844 (exagero sempre um bocadinho. Na verdade, não me lembro em que ano foi, mas deve ter sido lá para 1992/3) que estava eu nos Olivais, no passeio em frente a casa de um amigo, o qual - animal - ainda não aceitou o convite para postar neste blog e aproxima-se um #]@€¶£§*+∂ no seu carro. Acho que era o master dos animais, porque a atitude foi tão absurda que não há explicação. #]@€¶£§*+∂ estaciona o seu carro encostado ao último da espinha, mesmo ao lado de uma paragem de autocarro, o mítico 21. Como não cabia muito bem e o carro não era um smart (nem existiam ainda, taditos!), resolveu parar meio em frente à paragem, meio em cima do passeio. Entenda-se meio carro, não meio passeio. Como eu estava pertinho da paragem tive que me desviar para o #]@€¶£§*+∂ estacionar. Quase me esmigalhou, bloqueou a passagem no passeio e meia paragem ficou tapada.
Chamei a atenção do #]@€¶£§*+∂ perguntando-lhe se ele achava que o carro tinha ficado bem estacionado ali. A resposta: "Vê lá se a polícia não te apanha quando tiveres a fumar charros!"
E prontos.
Casado ou união de facto...
Pronto... agora é que é! Andei em silêncio este tempo todo, mas agora sim, algo para reclamar. (ou então é porque são 3 da matina, a criança teima em não querer dormir e eu estou já a delirar)
Estou farto da história "casado ou união de facto é a mesma coisa". A mesma coisa o caraças!
Depois de não poder tratar de coisas comuns ao longo destes últimos anos de "ajuntamento", a última foi no registo do piqueno.
"- Ora portanto: declaração do hospital, sim senhora... BI do pai, hmm, hmm... BI da mãe, ok... a freguesia onde nasceu, certo... o dados a registar, ok... mas....... falta a mãe. Se não são casados, a mãe também tem que vir.
- Mas a mãe está com a criança!
- Pois, mas que garantias tenho eu que esta senhora é mesmo a mãe? Você está aqui, mas ela não.
- Mas está aqui a documentação toda!
- Pois, mas vai ter mesmo que vir.
- ... (sem palavras)
- f#&" #%&!" (asneiras já fora da Conservatória)"
Como diz a boa velha sabedoria popular: A mesma coisa é meter os dois dedos no cú e cheirar um de cada vez.
Estou farto da história "casado ou união de facto é a mesma coisa". A mesma coisa o caraças!
Depois de não poder tratar de coisas comuns ao longo destes últimos anos de "ajuntamento", a última foi no registo do piqueno.
"- Ora portanto: declaração do hospital, sim senhora... BI do pai, hmm, hmm... BI da mãe, ok... a freguesia onde nasceu, certo... o dados a registar, ok... mas....... falta a mãe. Se não são casados, a mãe também tem que vir.
- Mas a mãe está com a criança!
- Pois, mas que garantias tenho eu que esta senhora é mesmo a mãe? Você está aqui, mas ela não.
- Mas está aqui a documentação toda!
- Pois, mas vai ter mesmo que vir.
- ... (sem palavras)
- f#&" #%&!" (asneiras já fora da Conservatória)"
Como diz a boa velha sabedoria popular: A mesma coisa é meter os dois dedos no cú e cheirar um de cada vez.
20 May 2008
Os motards são uns porreiros
Ontem enquanto colocava gasolina na minha mota parou um Citroen C3 de cor azul cueca metalizado atrás de mim para abastecer. O gajo devia ter tanta pressa que enquanto eu pagava colocou o carro ao lado da mota e apressou-se a puxar a mangueira para optimizar o tempo de espera pela bomba. Quando cheguei à mota e olhei para o gajo enquanto ele se esforçava por fazer crescer a mangueira que nem por milagre chegaria à entrada do deposito, ainda fez uma ar estilo "O que foi estou a incomodar?".
Não incomoda nada, alias até gosto de sentir a proximidade de uma mangueira de gasolina nas minhas costas enquanto coloco o capacete. Por vezes sabia bem ser um daqueles gajos que fazem rateres a torto e a direito e escarram para o lado para deixar o Azul Cueca com um ar mais interessante.
O melhor foi que ele teve que voltar a estacionar mais perto da bomba para conseguir abastecer.
Não incomoda nada, alias até gosto de sentir a proximidade de uma mangueira de gasolina nas minhas costas enquanto coloco o capacete. Por vezes sabia bem ser um daqueles gajos que fazem rateres a torto e a direito e escarram para o lado para deixar o Azul Cueca com um ar mais interessante.
O melhor foi que ele teve que voltar a estacionar mais perto da bomba para conseguir abastecer.
19 May 2008
Boc boc bocóóóÓÓó!!!

A cena fixe de andar de comboio é que, além de não termos de aturar condutores, podemos aproveitar o tempo para ler um livrinho, pelo menos eu tento sempre fazê-lo. Uma das cenas más, além da possibilidade de sermos assaltados (eu já não o sou há uns 10 anos), é termos que levar com uma conversa de telemóvel de um passageiro a viagem toda. Alguém me explique por favor uma coisinha: onde é que esta gente vai buscar o dinheiro? E outra coisa: porque é que toda a carruagem tem que saber que "o gajo é muita estúpido" ou que "depois de ter passado a loção deixou de fazer comichão" ou mais não sei o quê??... Ainda por cima com o Umberto Eco ao meu colo a descrever a minha mediania medíocre, ou a minha mediocridade mediana, nem sei dizer depois de tanta desconcentração
A Besta
O outro dia vi a Besta no Lidl de Xabregas.
Só não sei bem qual dos 2 indivíduos do casal era a Besta. Um deles era de certeza!
O homem era forte concorrente, mas a mulher era inacreditável. Traziam o seu pequeno filho que aparentava uns 9 anos. A pobre criança, que deve ter um futuro reservado nos estabelecimentos prisionais, foi enxovalhada umas 200 vezes desde que os vi pela 1ª vez perto dos iogurtes até saírem da superfície comercial. Claro que com a minha sorte, lá estavam eles mesmo à minha frente na fila para pagar. Gritaram e bateram-lhe por tudo e por nada. Literalmente.
Coitado do puto tinha um ar aterrorizado...
Atenção! Esta criança deve ser muito mais feliz do que qualquer outra que os pais vão fazer compras no supermercado do El Corte Inglés e tratam-nos por "você". É uma questão de respeito e de habituação, dizem. - Daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaass! Não consigo compreender! Pau de arara para todos!
Só não sei bem qual dos 2 indivíduos do casal era a Besta. Um deles era de certeza!
O homem era forte concorrente, mas a mulher era inacreditável. Traziam o seu pequeno filho que aparentava uns 9 anos. A pobre criança, que deve ter um futuro reservado nos estabelecimentos prisionais, foi enxovalhada umas 200 vezes desde que os vi pela 1ª vez perto dos iogurtes até saírem da superfície comercial. Claro que com a minha sorte, lá estavam eles mesmo à minha frente na fila para pagar. Gritaram e bateram-lhe por tudo e por nada. Literalmente.
Coitado do puto tinha um ar aterrorizado...
Atenção! Esta criança deve ser muito mais feliz do que qualquer outra que os pais vão fazer compras no supermercado do El Corte Inglés e tratam-nos por "você". É uma questão de respeito e de habituação, dizem. - Daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaass! Não consigo compreender! Pau de arara para todos!
Ora deixa cá verificar este pagamentozinho...
Odeio gente que vai para o Multibanco pagar duzentas e oitenta e quatro despesas cujas entidades e referências vão sacando lentamente da sua pochetezinha.
15 May 2008
Mas afinal era...

O fornecedor de gás aqui da zona (e não estou a falar de alguém com problemas de flatulência) mudou, e eu fiquei com uma caução no valor de 30 euros referente a duas bilhas de gás passada pelo fornecedor anterior. Telefonei para o número gratuito (ao menos isso) e coloquei o meu problema, do outro lado da linha e depois de uma conferência com algum superior disseram-me que a responsabilidade não era deles mas sim dos anteriores distribuidores e que eu deveria deslocar-me ao estabelecimento em causa com as ditas garrafitas de gás mais a caução para que me fosse devolvida a guita, foi o que eu fiz menos a parte das garrafitas às costas porque desconfiei que as coisas não se passariam assim tão facilmente. Obviamente, na loja olharam para o papelito com um misto de nojo e um ar que parecia dizer: "mas o que é que este gajo quer agora? Era só o que me faltava, com o negócio na merda estar práqui a deitar dinheiro à rua, onde é que eu pus a caçadeira que este palhaço parece querer arranjar chatice", e encorajaram-me a telefonar para o tal número gratuito, o que decidi fazer mesmo ali para que, caso fosse necessário, pudessem decidir o assunto entre eles. Afinal, e depois de perceberem que eu passaria o telefone ao dono da loja, a responsabilidade era dos novos tipos do gás
Aqui não há Chuxinhas!
Não há nada como chegar a um restaurante e ser informado que numa determinada zona não há chuxinhas.
Apresa-me saber que os empregados da Cervejaria Trindade aqui no Chiado são verdadeiras máquinas de comunicação.
Observam o cliente, analisam e adoptam a linguagem que consideram ser a mais adequada.
Pelos vistos "Chuxinha" é sinonimo de "Cigarro"; ou seja, não só levo uma aula sobre calão como beneficio de uma recepção à vontadinha para ficar descontraído.
PS- É axim q s fala c' a malta jove
Apresa-me saber que os empregados da Cervejaria Trindade aqui no Chiado são verdadeiras máquinas de comunicação.
Observam o cliente, analisam e adoptam a linguagem que consideram ser a mais adequada.
Pelos vistos "Chuxinha" é sinonimo de "Cigarro"; ou seja, não só levo uma aula sobre calão como beneficio de uma recepção à vontadinha para ficar descontraído.
PS- É axim q s fala c' a malta jove
Quanto custará um taco de baseball?
É que eu compro um e rebento-o nos cornos do palhaço que deixou um p*ntelho XXXL no lavatório do wc lá do trabalho.
Ok, já sei que tão fartos de ouvir falar dos p*ntelhos do pessoal lá do trabalho...
Ok, já sei que tão fartos de ouvir falar dos p*ntelhos do pessoal lá do trabalho...
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